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Desde a primeira edição da nossa newsletter “O Investidor Inteligente”, temos vindo a recomendar um livro a todos os nossos leitores. Porque entendemos que a leitura deve ser vasta e abrangente, decidimos convidar personalidades de relevo nas mais variadas áreas de atuação para cumprir com este desígnio e proporcionar, assim, um “roteiro” e arquivo mais vastos para a Biblioteca da Casa de Investimentos e para todos aqueles que a acompanham.
Na sua edição de março, partilhamos a sugestão de Patrícia Teixeira Lopes, Vice-Dean da Porto Business School, a Escola de Negócios da Universidade do Porto
COMO SERÁ O FUTURO E PORQUE DEPENDE DE NÓS
Vivemos num momento extraordinário. Um momento de transformação global. Um momento de mudança constante. A mudança é na realidade a norma. O dado novo é a velocidade com que acontece essa mudança - a um ritmo exponencial. Em que medida somos capazes de crescer e prosperar num mundo em mudança cada vez mais acelerada? Inovar, antecipar, reinventar, transformar, agilizar são as palavras de ordem. A estes verbos de ação gosto de juntar atitudes, valores e formas de estar na vida: a curiosidade, a autodescoberta, a experimentação, a autonomia, a ambição, a tolerância, o otimismo, o “prospetivismo”.
A história já nos mostrou que as previsões estão muitas vezes erradas. É um facto. Mas, ao mesmo tempo, há tendências que se confirmam e são previsíveis. Há, pois, que dar a devida atenção ao que previsivelmente irá acontecer e, ao mesmo tempo, estar preparado para o imprevisível.
Quer vejamos o futuro como algo para o que nos preparamos ou como algo que nós moldamos, devemos ser futuristas e não fatalistas. Devemos agarrar o futuro e não deixar que ele nos agarre.
No livro “Como será o futuro e porque depende de nós”, Tim O’Reilly, um reconhecido especialista da indústria da computação de Silicon Valley, apresenta-nos o futuro precisamente nesta dupla perspetiva: 1) as principais tendências nas tecnologias e as suas implicações nas nossas vidas – as mudanças nas empresas, na educação, nos Estados, nos mercados financeiros, nos media, na economia e nas sociedades; 2) e como estes impactos dependem de nós, das escolhas humanas.
Um livro que fala de robots e inteligência artificial, algoritmos, novos modelos de negócio, novos modelos de trabalho, competências de futuro. E, ao mesmo tempo, mostra como podemos ser nós a decidir como vamos utilizar as inovações para criar uma sociedade melhor. As máquinas vão, sim, substituir o trabalho humano. Não restam dúvidas. Agora, como mostra o autor do livro, reescrever as regras depende de nós. Lições de vida para o nosso futuro!
Recomendação de leitura por Patrícia Teixeira Lopes