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Ben Carlson escreve, no seu blog A Wealth of Common Sense, sobre as recuperações pós bear markets.

Abaixo, pode ler a tradução integral:

Depois do banho de sangue de ontem, o S&P500 está a cair quase 27% dos máximos históricos (este artigo foi publicado a 13 de março). É estranho porque, de alguma forma, este massacre parece pior que isso se o compararmos a outros bear markets.

Segundo as minhas contas, desde 1928 já passamos por 28 bear markets, mais ou menos, um a cada três a quatro anos. O recuo médio foi de 33% e dura, em média, pouco menos de um ano desde o pico ao fundo.

Ninguém quer ouvir isto agora porque estamos a viver tempos assustadores, mas as coisas, eventualmente, vão melhorar. Provavelmente ficarão piores antes de melhorarem, potencialmente muito piores, mas tenho fé no espírito humano para continuarmos a avançar.

A questão não é apenas quão pior pode ficar, mas também, quanto tempo vai demorar até recuperarmos o nosso dinheiro?

O quadro abaixo mostra quanto tempo demorou a recuperar das quedas dos bear markets:

A Grande Depressão é obviamente o caso em que demorou mais tempo a recuperar as perdas. A recuperação mais longa n era moderna (que eu considero o período pós Segunda Guerra Mundial) ocorreu no rescaldo da bolha dot.com, que levou 4 anos no total. Surpreendentemente, a recuperação que se segui à Grande Recessão demorou apenas 3,1 anos.

A recuperação média desde 1928 é de 26 meses, pouco mais de dois anos. Na era moderna, a média é ligeiramente inferior a 17 meses, cerca de ano e meio. Metade de todos os bear markets viram as recuperações a demorar menos de um ano enquanto que um terço demora dois anos ou mais.

Os investidores podem, portanto, ter que esperar um pouco antes de verem uma recuperação total. Podemos, no entanto, ver as coisas de uma forma diferente. A última coluna na tabela abaixo mostra os ganhos necessário para conseguir a recuperação total, nos diferentes níveis:

Algumas pessoas poderão escolher olhar para estes números de uma forma negativa, porque mostram que precisamos de ter ganhos percentuais muito maiores do que as perdas iniciais apenas para recuperar o dinheiro investido. Eu encaro isto como uma oportunidade.

Se demora um número de meses ou anos a recuperar o dinheiro, isto dá aos investidores tempo para tirar partido de retornos esperados mais elevados. Para aqueles que são aforradores, isto significa muito tempo para alocar capital a preços muito mais baixos do que tínhamos disponíveis em meses recentes. Para aqueles com portfolios diversificados que não irão reforçar com dinheiro fresco, isto significa oportunidades para lentamente rebalancear as suas carteiras.

Eis algo que posso afirmar com 100% de certeza: todos os bear markets na história dos mercados americanos levaram a novos máximos no futuro.

É possível que desta vez seja diferente?

Claro, tudo é possível.

Eu escolho acreditar que as coisas vão melhorar no futuro. As pessoas continuam a levantar-se de manhã à procura de se tronarem melhor pessoas e fazerem algo com as suas vidas. A inovação não vai desaparecer nem o espírito humano.

Os tempos estão difíceis e as quedas nos mercados acionistas não ajudam nada.

Mas vamos superar isto eventualmente.


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