Voltar

REPRODUÇÃO DE ARTIGO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO JORNAL VIDA ECONÓMICA E DA AUTORIA DE ANTÓNIO NOGUEIRA DA COSTA, CEO DA EFCONSULTING

A empresa e a família: como preservar e valorizar o que conquistámos

Um dos grandes objetivos da maioria das famílias empresárias é o de preservar o que foi conquistado – com muito esforço – pelas atuais e anteriores gerações e passar esse valioso legado às gerações vindouras.

No passado dia 4 de março, a AEPF – Associação Empresarial de Paços de Ferreira, numa coorganização com a Casa de Investimentos e a EFConsulting, desenvolveu um pequeno-almoço de trabalho e debate subordinado ao tema da preservação e valorização do património da empresa familiar e da família empresária.

Depois da abertura efetuada por Rui Carneiro, Presidente da Associação, António Nogueira da Costa, CEO da EFConsulting, focou os principais elementos relacionados com a vertente da empresa familiar:

1. A génese e lançamento de um negócio e de uma sociedade para assegurar a criação de valor, riqueza e o bem-estar da família;

2. A competitividade e sobrevivência da empresa, num contexto em que cerca de 50% das empresas desaparecem até ao 2º ano de vida (fonte: INE, mortalidade das empresas ao fim de 1 e 2 anos);

3. A integração de familiares, como vantagem comparativa das empresas e dinâmicas com especificidades muito delicadas;

4. A sucessão na liderança com a consequente preparação adequada de potenciais líderes;

5. A coexistência de mais do que uma geração na empresa, com distintas energias, visões e vias de desenvolvimento;

6. A sucessão na propriedade como uma vontade que deve ser planeada, em detrimento de uma ocorrência legal em momentos emotivos de perdas de um ente querido;

7. A contínua geração de valor e riqueza como via de preservar, dar continuidade ao negócio e gerar benefícios para a família;

8. As vantagens da diversificação de investimentos na vertente empresarial, imobiliária e financeira.

Este último tópico foi o elo de ligação para que Emília Vieira, CEO da Casa de Investimentos, iniciasse a sua intervenção com enfoque na preservação e valorização do património financeiro, gerado na base da empresa pela via de salários ou dividendos. 

Dois dos principais motivos apontados para se investir foram:

  • a esperança média de vida ser cada vez maior, o que exigirá maiores necessidades financeiras; 
  • a contínua perda do poder de compra, na ordem dos 30% entre 1998 e 2018.

A justificação para se investir em ações suportou-se na análise dos retornos reais anualizados históricos (1900 a 2015) nos EUA, Resto do Mundo, Europa e Portugal, que foram, respetivamente:

  • Bilhetes de tesouro: 0,8%; 0,8%; 0,8 e -1,1%
  • Obrigações: 2,0%; 1,8%; 1,1% e 0,8%
  • Ações: 6,4%; 5,0%; 4,2% e 3,5% 

Neste contexto de maior retorno nos investimentos em ações, sugere a procura e seleção de ativos com valor; isto é, empresas excelentes – bem geridas, sólidas e com vantagens competitivas relevantes e sustentáveis – que operam em áreas de negócio com presente e futuro e que se conseguem adquirir a um preço considerado adequado aos retornos que se espera ver produzidos.
Uma estratégia que atenda aos elementos referidos permite investir os recursos financeiros e deixar o tempo trabalhar a favor dos seus detentores.
Como síntese conclusiva e tentado responder à pergunta “O que fazer?”, aconselha-se a atender ao espírito do ditado popular:
“Quem pensa em si planta um eucalipto; quem se preocupa com os filhos, planta um pinheiro; quem se preocupa com os netos, planta um sobreiro.”

Temas para reflexão:

  • Possuímos uma estratégia que prevê a libertação de recursos financeiros para poupanças individuais?
  • O que fazemos com os montantes que conseguimos amealhar?
  • Atuamos numa diversificação que atende aos meios de investimento, ao risco e ao tempo associados? 

António Nogueira da Costa

Especialista em Empresas Familiares

Esclareça as suas questões comerciais com um representante da Casa de Investimentos.

Serviço disponível nos dias úteis das 8h às 18h.